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SEEB BRASÍLIA

Sem diálogo, BRB avança com projeto e acende alerta entre trabalhadores

30 de Abril de 2026 às 15:48


Mais uma vez, a gestão do BRB implementa mudanças estruturais sem ouvir quem está na linha de frente. Na última segunda-feira (27), teve início o projeto de centralização das contas de pessoas jurídicas, medida que retira essas carteiras de diversas agências e concentra o atendimento em unidades específicas por região.

A proposta, apresentada sem debate prévio com os trabalhadores, já provoca forte reação nas agências. Em visitas realizadas pelo Sindicato na semana anterior à implementação, o que se encontrou foi um cenário de insatisfação generalizada. Os relatos apontam para um momento delicado da instituição, marcado pela evasão de clientes e por decisões que, na avaliação dos empregados, tendem a agravar ainda mais essa realidade.

Gerentes ouvidos pelo Sindicato foram categóricos: não houve qualquer consulta ou espaço de participação na construção do projeto. Para quem está diariamente no relacionamento com os clientes, a medida fragiliza a captação de recursos e compromete vínculos construídos ao longo do tempo.

Outro ponto de preocupação é a reconfiguração das equipes. Trabalhadores relatam que, além da redução no número de gerentes atuando com carteiras jurídicas, há um deslocamento desses profissionais para o segmento de pessoa física, sem garantia de reposição adequada. O resultado é sobrecarga, descontinuidade no atendimento e perda de qualidade no serviço prestado.

Na avaliação da diretora Samantha Sousa, o momento exige cautela e escuta ativa. “Não é razoável implementar mudanças dessa magnitude em um cenário já sensível, criando ainda mais motivos para o cliente se afastar da agência. Quem está no dia a dia precisa ser ouvido, pois conhece de perto os impactos reais dessas decisões.”

O diretor Daniel de Oliveira reforça que a ausência de diálogo compromete não apenas os trabalhadores, mas a própria estratégia institucional. “Projetos construídos sem a participação do corpo funcional tendem a falhar, porque desconsideram a realidade concreta das agências e do mercado.”

Fica, portanto, a inquietação que ecoa entre os empregados: a centralização é uma medida isolada ou sinaliza o início de um processo mais amplo de redução da estrutura do banco, como já mencionado pela própria presidência? Ou ainda, estaríamos diante de mais um projeto que, na prática, pressiona trabalhadores e prepara o terreno para o fechamento de agências?

O movimento sindical seguirá atento, cobrando transparência, responsabilidade e, sobretudo, respeito a quem sustenta o banco todos os dias.

Da Redação

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