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Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT repudia comentários de jornalista do SBT

Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT repudia comentários de jornalista do SBT

10 de Fevereiro de 2014 às 08:26


Central Única dos Trabalhadores reafirma sua luta pela inclusão, sem discriminação e preconceito

Escrito por: Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT

 

A Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT vem a publico mostrar sua indignação diante dos recentes comentários proferidos pela jornalista do SBT, Raquel Sheherazade, fazendo apologia à violência e defendendo o linchamento de um jovem negro de 15 anos, que depois de espancado, nu e com um corte na orelha, foi preso pelo pescoço a um poste com uma trava de bicicleta por três homens no Rio. 

 

O fim da escravidão no Brasil ocorreu em 1888 mas, assim como Sheherazade, boa parte da mídia associa pobreza e negritude à criminalidade.

 

Segundo o Art. 7º do código de ética do jornalismo brasileiro, o jornalista não pode: V – usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime. Lembramos também que os canais de TV são concessões públicas e não é possível que alguém possa usar um espaço privilegiado, ao qual pouquíssimos tem acesso, para fazer apologia ao crime. O linchamento ou “justiça” por conta própria são crimes previstos no nosso código penal, a apologia e o estímulo a estes crimes também constituem um crime.

 

A televisão deveria principalmente informar, para ajudar no processo educativo da população e não para estimular atitudes violentas e anticonstitucionais. Ela também não deve satisfazer a uma elite reacionária que quer manter negros e pobres como símbolos indesejáveis desta sociedade. 

 

Com certeza, incitar a violência não é o caminho para um Brasil mais justo e mais humano porque essa não é uma guerra de todos contra todos.  O que precisamos é buscar soluções pacíficas, duradouras e conjuntas entre sociedade e governo para o problema de segurança pública. Precisamos de propostas para diminuir a violência e não da apologia ao crime, pois isso não resolve os nossos problemas.

 

Reforçamos a necessidade de construirmos uma sociedade mais igual onde a cor da pele, a orientação sexual ou a condição sócio econômica não seja motivo para condenar e excluir cidadãos e cidadãs de nosso convívio social. Banir e excluir segmentos populacionais só serve para aumentar o fosso e fortalecer a violência em nosso país.

 

Uma vez mais a Central Única dos Trabalhadores reafirma sua luta pela inclusão, sem discriminação e preconceito, pois somente assim poderemos construir uma sociedade fraterna e solidária.

 

Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT

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