
Em vídeo lançado neste 8 de março para homenagear as bancárias e realçar a luta das mulheres, o presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Rodrigo Britto, disse que a luta contra o feminicídio e a violência doméstica é uma responsabilidade principalmente dos homens, que foram criados num ambiente patriarcal e machista, mas precisam se reeducar para ter mais respeito e solidariedade e darem um basta à violência de gênero.
“Vamos juntos lutar pela vida das mulheres”, conclamou Rodrigo Britto.
A secretária da Mulher da Fetec-CUT/CN, Elis Regina Camelo, também afirma em vídeo especial deste 8 de Março que "o feminicídio é a expressão mais brutal de uma cultura machista que ainda ensina muitos homens a tratar as mulheres com violência. E isso é inaceitável. Nenhuma mulher deve viver com medo dentro da sua própria da casa".
Confira a mensagem:
“Nesse dia luta pelos direitos das mulheres, gostaria de manifestar meu apoio e expressar minhas homenagens às bancárias, às trabalhadoras do ramo financeiro e a todas as mulheres brasileiras. Mas nessa data tão importante eu quero conversar especialmente com você, homem. O Brasil é um país patriarcal, machista, onde a cada dia 4 mulheres são vítimas de feminicídio. E a cada hora 4 mulheres são vítimas de violência doméstica.
“Todos nós, desde criança, convivemos com valores machistas que nos ensina a acreditar na falsa ideia da superioridade masculina e sistema o sistema de privilégio que nós homens possuímos e a desigualdade de gênero onde as mulheres vivem. Em diversas situações tratamos as mulheres como objetos, o que cria um sentimento de posse em relação a elas.
“Esse contexto é o que gera esses dados terríveis de violência. Nós homens precisamos com urgência repensar nossos valores, nos reeducar, dizer basta ao machismo, ao assédio, à violência doméstica e ao feminicídio. Não podemos aceitar que esses crimes continuem ocorrendo. Precisamos reconstruir nossa sociedade, com amor, respeito, solidariedade e igualdade.
“A luta contra o machismo é principalmente nossa. Afinal, não podemos considerar quem comete violência doméstica e realiza feminicídio um homem de verdade. Vamos juntos dizer basta à violência doméstica e ao feminicídio. Vamos juntos lutar pela vida das mulheres.”
'Nenhuma mulher deve viver com medo dentro de sua própria casa'
Para a secretária da Mulher, Elis Regina, "8 de Março é consciência e compromisso. No Brasil, muitas mulheres ainda vivem sob ameaça de violência. Por isso, esta data não é só de homenagem — é um chamado à responsabilidade. Precisamos enfrentar o machismo, educar para o respeito e fortalecer políticas públicas que garantam proteção, autonomia e oportunidades para todas".
Confira o vídeo de Elis Regina:
Conquistas das bancárias na proteção às mulheres
Mas Elis Regina também relata como a luta das bancárias vem criando instrumentos de proteção às mulheres e acolhimento às vítimas de violência no ramo financeiro. Diz ela:
“Neste 8 de março, reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e com uma vida livre de violência. “O Brasil ainda registra números alarmantes de feminicídios. Por isso, combater a violência contra as mulheres precisa ser prioridade em toda a sociedade e também no mundo do trabalho.
“Na categoria bancária, essa luta também se traduz em conquistas concretas. Desde 2020, o Programa de Prevenção à Violência contra a Mulher Bancária garante canais de acolhimento e medidas de apoio para trabalhadoras em situação de violência doméstica, como mudança de local de trabalho, alteração de horário e teletrabalho.
“Também criamos o Projeto Basta! Não irão nos calar, que oferece atendimento jurídico humanizado e especializado. Na base da Fetec Centro-Norte, ele já está presente nos sindicatos de Brasília, Rondônia e Pará. Com previsão de lançamento em maio no sindicato de Campo Grande.
“Neste 8 de março, seguimos unidas para que nenhuma mulher seja silenciada e para que todas possamos viver com dignidade, respeito e segurança.”
Fonte: Fetec-CUT/CN


