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COMBATE AO RACISMO

Roda de Conversa da Fetec fortalece luta das mulheres negras no movimento sindical

29 de Julho de 2026 às 19:16


A Secretaria de Mulheres da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) realizou nesta terça-feira 28 de julho, como parte das atividades do Julho das Pretas, uma Roda de Conversa on-line para debater o tema da desigualdade à Negociação: Mulheres Negras e os Desafios do Movimento Sindical.

Participaram do encontro, voltado principalmente para as dirigentes sindicais das bases da Federação, a dra. Sarah Coly, advogada do Escritório de Advocacia Garcez, e Samanta Sousa, secretária da Mulher da Fetec-CUT/CN. O objetivo foi ampliar um espaço de diálogo, formação e fortalecimento da luta das mulheres negras no movimento sindical e na sociedade.

Estudo do Dieese apresentado na Roda de Conversa pelas participantes mostra que a remuneração média das mulheres bancárias é 18,6% inferior à remuneração média dos homens bancários. E a remuneração média das mulheres pretas é 37,7% inferior à remuneração média do bancário branco do sexo masculino.

Em 2024, as mulheres ocupavam 46,9% dos cargos de liderança nos bancos. Considerando o recorte racial, as bancárias negras ocupavam 24,2% destes cargos.

Um momento de aprendizagem

“Essa roda de conversa foi um momento de grande aprendizado e troca de experiências. Mais do que ampliar conhecimentos, reforçou a importância da luta permanente para que nós, mulheres, possamos defender nossos direitos, enfrentar as desigualdades ainda presentes no mundo do trabalho e construir ambientes mais justos, inclusivos e respeitosos para todas”, avaliou Samantha Sousa ao final do encontro.

Para a dra. Sarah Coly, participar da roda de conversa “foi uma honra pessoal e uma oportunidade de debater um tema fundamental para as mulheres pretas. Como advogada trabalhista e mulher negra, tive a oportunidade de compartilhar reflexões sobre as desigualdades de gênero e raça no setor bancário, a partir de dados da PNAD Contínua do IBGE, do Dieese e dos instrumentos jurídicos e sindicais disponíveis para seu enfrentamento””.

“O diálogo com dirigentes sindicais reafirma a importância de fortalecer a negociação coletiva como ferramenta de promoção da igualdade e da justiça social”, acrescenta Sarah.

Para ela, datas como o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e espaços de debate como a Roda de Conversa “são fundamentais para dar visibilidade às desigualdades ainda presentes no mundo do trabalho e para estimular a construção de ações concretas em defesa de um ambiente laboral mais inclusivo, representativo e democrático”.

Fonte: Fetec-CUT/CN

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