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Pressão arranca do BB negociação específica sobre 15’ de intervalo das mulheres

Pressão arranca do BB negociação específica sobre 15’ de intervalo das mulheres

11 de Setembro de 2015 às 18:49


Por pressão dos representantes dos funcionários durante a quarta rodada de negociação específica da Campanha Nacional 2015, realizada nesta sexta-feira 11 em Brasília, o Banco do Brasil aceitou agendar uma reunião na próxima terça-feira, dia 15, para debater exclusivamente os 15 minutos de intervalo das mulheres bancárias que fazem horas extras. Em relação aos demais temas tratados nessa rodada de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, integrado pela Federação Centro Norte (Fetec-CUT/CN), o BB ficou de estudar as reivindicações e dar uma resposta em breve.

Os temas da quarta rodada de negociações específicas com o Banco do Brasil foram as cláusulas sociais e previdência complementar.

Nas rodadas anteriores, não houve avanços. (Veja aqui) como foram as negociações sobre emprego e contratações, condições de trabalho e saúde e igualdade de oportunidades (Veja aqui), segurança bancária e isonomia (Veja aqui). 

“Insistimos numa série de propostas presentes na nossa minuta de reivindicações, e recebemos insuficientes respostas por parte da empresa. Temos uma série de atividades mobilizatórias sendo realizadas em todo o Brasil para pressionar o banco para o cumprimento de nossos pleitos. Os bancários devem intensificar a mobilização para ampliar as conquistas e também resistir contra os ataques ao funcionalismo feitos pela direção do BB”, orienta Rafael Zanon, representante da Fetec-CUT/CN na Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessora o Comando Nacional e a Contraf-CUT.

 

Lei continua existindo e bancárias querem negociação

Nesta sexta-feira, os representantes dos trabalhadores cobraram a regularização das situações de Brasília, Pará e Amapá, onde as mulheres que realizam horas extras continuam a ser punidas pela empresa. Cobraram, também, o pagamento dos 15 minutos trabalhados pelos bancários, sem remuneração, de janeiro de 2015 até hoje, e se comprometeram a apresentar provas de que o intervalo não foi usufruído.

O BB respondeu que tem mecanismos para aferir se a funcionária trabalhou ou não. Caso comprovado, os sindicatos exigem o pagamento dessas horas.

A postura do banco de não responder se pagará as horas efetivamente trabalhadas deixou indignados os dirigentes sindicais, que exigiram uma resposta sobre o assunto. Diante do embate na mesa de negociação, o BB marcou reunião sobre o pagamento das horas extras comprovadamente trabalhadas e também sobe a situação das mulheres de Brasília, do Pará e do Amapá, para a próxima terça-feira (15), às 10h.

O Sindicato de Brasília, contrário à posição do BB de transformar um direito em punição, realizou um ato nesta quarta-feira (9), em frente ao edifício sede do BB (Green Towers), no Setor de Autarquia Norte (SAN). Os bancários paralisaram por duas horas – das 7h às 9h – uma das principais dependências da empresa em apoio às bancárias, contra o assédio moral institucionalizado praticado pelo banco. (Veja aqui) como foi. 

 

Abono sobre consultas médicas

Sobre a solicitação do abono para comparecimento a consulta médica, o BB ficou de estudar e concordou em conceder quatro abonos referentes a consultas médicas por mês às mulheres com gravidez de alto risco. A ampliação desse benefício é reivindicada para todas as mulheres em situação de gravidez.

 

Previ

Os funcionários do BB reivindicam a volta da consulta obrigatória ao corpo social na Previ para aprovação das contas e tomada de decisões importantes. Eles reivindicam também a possibilidade de os funcionários oriundos de bancos incorporados aderirem à Previ e cobram a instituição de teto de benefícios para os associados do Plano 1 da Previ.

Os trabalhadores reivindicaram ainda a criação de contribuição pessoal e patronal à previdência complementar sobre os valores recebidos de PLR. E propuseram ampliar o alcance da possibilidade de aumento da contribuição pessoal e patronal aos planos de previdência. E ainda o resgate da reserva patronal em caso de desligamento.

Outra reivindicação refere-se ao pagamento do vale-transporte nos translados intermunicipais.

  

LAPEF

Os representantes dos trabalhadores solicitaram a melhoria dos critérios referentes a esse direito conquistado e também a sua ampliação aos funcionários oriundos de bancos incorporados.

 

PAS

O fim da obrigatoriedade de adesão à Cassi e Previ para usufruto do PAS é outra reivindicação dos trabalhadores. O BB garantiu que está analisando os casos e dará uma resposta na próxima reunião.

 

Folgas eleitorais

Segundo a legislação, as folgas eleitorais não podem ser vendidas. É necessário regularizar o tema via acordo coletivo, estipulando um prazo para fruição, conforme orientação do Ministério Público do Trabalho. A proposta aprovada pelos bancários no 26º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil é a sua utilização na semana subsequente à sua aquisição. O BB ficou de apresentar uma contraproposta, entendendo ser inviável para a empresa conceder as folgas na semana seguinte.

 

Folgas

Ficou acertado em mesa um esforço das partes em melhorar a redação da cláusula do acordo coletivo referente à utilização e conversão das folgas.

Os representantes dos trabalhadores denunciaram problemas no sistema de remoção automática e reivindicaram o efetivo funcionamento da ferramenta.

Também foi denunciada a burla do TAO, onde funcionários são transferidos como escriturários e nomeados dentro da dependência imediatamente.

Outra reivindicação refere-se à regulamentação da possibilidade de permuta entre os funcionários.

 

Auxílio-educação e vale-cultura

Os representantes dos trabalhadores solicitaram o auxílio-educação para dependentes e o pagamento do vale-cultura para todos os funcionários, independente da faixa salarial.

 

PSO

O Comando Nacional reivindicou possibilidade de adição cruzada entre funcionários de agência e do PSO e revisão de regra de concorrência valorizando os caixas do PSO nas concorrências para assistentes.

 

Situação dos Terceirizados da copa do Sede 3

O Sindicato dos Bancários de Brasília denunciou ao BB a situação dos funcionários terceirizados que prestavam serviços à empresa Servicol. Eles não receberam os direitos trabalhistas referentes à rescisão do contrato com a empresa. O BB informou que participará, em setembro ainda, de audiência no Ministério Público do Trabalho para tratar do tema.

 

Próximas rodadas

Na próxima terça feira, 15, acontecerá em Brasília reunião com o BB para tratar da questão dos 15 minutos de intervalo das mulheres. Na sexta feira,18, em São Paulo, a reunião com o BB terá como tema as cláusulas econômicas.

 

Veja aqui o calendário de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2015 e o que já foi discutido com os bancos. 

 

Fonte: Fetec-CUT/CN com SEEB/Brasília 

 

 

 

 

 
 

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