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RAMO FINANCEIRO

Negociação do ACT 2026-2028 avança com debates sobre saúde, isonomia e diversidade no BNDES

12 de Agosto de 2026 às 13:00


As negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026-2028 dos funcionários do Sistema BNDES avançaram nos últimos dias. Na sexta-feira (7), foi concluída a análise das cláusulas do acordo vigente e, na segunda-feira (10), começaram as discussões sobre as propostas de alteração e inclusão apresentadas pelos empregados.

Entre os principais assuntos em debate estão tratamento isonômico, saúde, diversidade, inclusão e equidade, além de benefícios como vale-transporte e assistência farmacêutica.

Um dos pontos considerados prioritários é o Tratamento Isonômico. A representação dos empregados apresentou alternativas para a redação da cláusula atual, buscando garantir maior equilíbrio na aplicação das normas internas do BNDES. A discussão ainda terá continuidade.

Para Vinícius Assumpção, vice-presidente da Contraf-CUT, a negociação precisa enfrentar diferenças existentes e assegurar que as regras sejam aplicadas de forma justa aos trabalhadores. “O tratamento isonômico é um princípio fundamental para as relações de trabalho. Estamos buscando aperfeiçoar a redação da cláusula para evitar interpretações diferentes e garantir mais segurança e igualdade para todos os empregados. É um debate que exige atenção e disposição para construir uma solução efetiva.”»

Saúde concentra parte importante da pauta

O bloco dedicado à Saúde, que reúne oito reivindicações, também começou a ser discutido. A primeira delas trata da atualização dos valores de reembolso na modalidade de livre escolha. A representação dos trabalhadores defendeu a revisão dos valores, e o BNDES ficou de aprofundar a questão junto à FAPES.

Também foi apresentada a proposta de manutenção dos planos de saúde operados pela FAPES no pós-emprego. Embora a medida tenha impacto direto para os NPCS, a reivindicação busca ampliar esse direito para todo o Sistema BNDES.

Outro ponto é a criação do Benefício Farmácia, já adotado em outras empresas estatais. A discussão foi iniciada, mas não concluída, e deverá retornar à mesa.

A situação do Novo PAS, destinado aos NPCS, também foi abordada. A representação dos empregados apontou problemas no modelo e destacou o baixo índice de aprovação do plano entre trabalhadores com até 35 anos, identificado em pesquisa realizada pela FAPES.

Segundo Alexandre Batista, representante do SEEB Rio, a saúde é uma das principais preocupações apresentadas pelos trabalhadores nesta campanha. “Os problemas do Novo PAS mostram que precisamos discutir a saúde de forma mais ampla. Não estamos falando apenas de valores de reembolso ou de um benefício específico, mas de garantir um plano que seja adequado às necessidades dos empregados e sustentável ao longo do tempo. A negociação precisa produzir melhorias concretas, principalmente para os novos empregados.”

Entre os ajustes já aprovados pela Diretoria do BNDES está a unificação dos valores de coparticipação do plano dos novos empregados. A medida ainda não foi implementada.

Diversidade e inclusão

Na terça-feira (11), a negociação avançou também sobre as cláusulas de Diversidade, Inclusão e Equidade. A discussão busca aprimorar as garantias previstas no ACT e fortalecer políticas de igualdade de oportunidades no Sistema BNDES.

O debate continuará nas próximas rodadas. Para Fernando Newlands, presidente da AFBNDES, a construção do novo ACT deve considerar as transformações pelas quais passa o Sistema BNDES e incorporar demandas que reflitam a realidade atual dos empregados. "O tema da saúde é um dos pontos centrais da atual negociação, especialmente para os novos empregados do Banco. Não caminharemos no sentido de um tratamento mais isonômico para o corpo funcional do BNDES sem enfrentarmos esta questão. Na próxima semana vamos continuar esta discussão com as empresas e buscar avanços.”

Vale-transporte

Também foi analisada a cláusula sobre vale-transporte. Os empregados reivindicam que o benefício seja integralmente custeado pelo Banco. A administração informou, porém, que não vê possibilidade de atender à proposta neste momento.

A próxima rodada de negociação está marcada para segunda-feira (17).

Fonte: Contraf-CUT

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