BRB Compartilhe Facebook Instagram Whatsapp X/Twitter

SEEB BRASÍLIA

“Não ficou de fora”: mensagens de Vorcaro contradizem versão de Celina sobre negociação do BRB com o Master

15 de Setembro de 2026 às 16:42


Ex-banqueiro afirmou em conversa privada que atual governadora “não ficou de fora” da operação; declaração amplia cobrança por transparência e explicações sobre o que Celina sabia e qual foi sua participação

Novas mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, colocam novamente a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), no centro das cobranças por esclarecimentos sobre a tentativa de aquisição do Master pelo BRB.

Reportagem publicada nesta terça-feira (15) pela Folha de S.Paulo revela uma conversa de abril de 2025 entre Vorcaro e o publicitário Thiago Miranda. No diálogo, Miranda comenta uma reportagem segundo a qual Celina, então vice-governadora, teria ficado de fora da negociação.

Vorcaro contesta essa versão: “Não ficou de fora não. Isso aí é jogo pra se preservar na política”, segundo as mensagens obtidas pelo jornal.

A revelação é particularmente relevante porque, naquele mesmo período, Celina apresentava publicamente outra versão.

Em abril de 2025, ela declarou que não conhecia a operação, não havia sido consultada e soubera da tentativa de compra do Master pela imprensa. A declaração, originalmente publicada por O Globo, também foi reproduzida pelo Metrópoles.

Desde então, Celina tem reiterado que não participou das decisões relacionadas ao Master. Em agosto deste ano, chegou a afirmar à CNN Brasil que seu nome não constava “nem no celular do Vorcaro”, argumento utilizado para sustentar seu distanciamento do escândalo.

As mensagens agora reveladas pela Folha não mostram uma conversa direta entre Celina e Vorcaro e, isoladamente, não demonstram qual teria sido sua participação ou quanto ela sabia sobre cada etapa da operação. Mas colocam em dúvida a versão de que teria simplesmente ficado à margem das negociações.

É justamente essa contradição que precisa ser esclarecida, Celina precisa explicar o que sabia, a questão deixou de ser apenas se era favorável ou contrária à compra do Master.

A população do Distrito Federal tem o direito de saber quando ela tomou conhecimento da operação, de quais discussões participou, quais informações recebeu e quais providências adotou ao tomar conhecimento dos riscos envolvidos.

A atual governadora era vice de Ibaneis Rocha durante todo o processo que culminou na tentativa de aquisição do Master pelo BRB. Hoje, à frente do Governo do Distrito Federal, também responde politicamente pela condução das medidas necessárias para recuperar e fortalecer o banco.

A assessoria de Celina, procurada pela Folha, reafirmou que ela sempre foi contrária à aquisição e disse que as próprias mensagens demonstrariam esse posicionamento. A resposta, entretanto, não esclareceu por que Vorcaro afirmou que ela “não ficou de fora” e que sua postura seria uma forma de se preservar politicamente.

O BRB e seus trabalhadores precisam de respostas!

Para o Sindicato a apuração das responsabilidades deve caminhar junto com a defesa do BRB.

O banco, seus empregados e a população do Distrito Federal não podem pagar pelas decisões daqueles que conduziram as operações investigadas.

O momento exige transparência completa, acesso aos documentos, recuperação dos recursos eventualmente desviados e responsabilização de todos que tenham participado de irregularidades.

Ao mesmo tempo, é necessário adotar as medidas necessárias para manter o BRB público, forte e a serviço da população.

As novas mensagens tornam ainda mais necessária uma resposta objetiva da governadora.

O que Celina sabia? Quando soube? De quais discussões participou? E o que fez, naquele momento, para proteger o BRB?

Brasília merece essas respostas.

Da Redação

Sindicatos Filiados