
Em nova rodada de negociação realizada nesta sexta-feira 3 de julho, a comissão de negociação que representa as entidades do funcionalismo do Banco do Brasil voltou a cobrar da direção do BB um aporte emergencial de R$ 580 milhões na Cassi e o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027, enquanto as partes continuam negociando um acordo duradouro que garanta a sustentabilidade a longo prazo da Caixa de Assistência.
Os representantes do BB disseram que o banco acolhe positivamente a proposta apresentada pelas entidades, mas que ainda necessita de tempo para avaliar seus impactos.
A reunião, realizada em Brasília na sede da Anabb, foi agendada depois que a diretoria da Cassi enviou ofícios na quinta-feira 2 à direção do BB e à comissão negociadora das entidades do funcionalismo (Contraf-CUT, Anabb, AAFBB e AFABB) alertando para a necessidade urgente de uma solução que mantenha as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias.
Antes da reunião com o BB, na sexta-feira à tarde, a comissão de negociação do funcionalismo se reuniu para alinhar a estratégia da negociação com o banco sobre o custeio da Cassi. Houve consenso de que seria necessário reforçar ao banco a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, garantindo recursos imediatos para preservar o atendimento aos associados. Também foi defendido o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027.
Banco vê proposta com bons olhos
No período da tarde, foi instalada a mesa de negociação entre representantes do Banco do Brasil e das entidades. Na abertura da reunião, o negociador do banco fez um resgate das discussões realizadas no encontro anterior, em 23 de junho, e afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de um aporte.
O representante do banco ponderou, no entanto, que a antecipação do 13º salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi. Também reforçou a necessidade de que qualquer proposta seja submetida à consulta ao corpo social.
Na sequência, o presidente da Cassi, Claudio Said, explicou os motivos da correspondência encaminhada às entidades e ao banco no dia anterior.
Segundo ele, a comunicação representa o dever de diligência da diretoria da Caixa de Assistência em informar aos patrocinadores — Banco do Brasil e associados — sobre a situação financeira da entidade e as possíveis consequências caso não haja ingresso de novos recursos no Plano de Associados.
Claudio Said também destacou que o tema foi registrado em ata na última reunião do Conselho Deliberativo da Cassi, reforçando a necessidade de dar ciência às partes sobre a gravidade do momento.
Entidades defendem aporte imediato
Durante a negociação, a coordenadora da mesa pelas entidades e coordenada da Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB), Fernanda Lopes, reiterou que há consenso entre as representações dos funcionários quanto à necessidade de um aporte imediato de R$ 580 milhões por parte do Banco do Brasil, além da postergação da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para 2027.
De acordo com Fernanda, essas medidas permitiriam que associados, banco e Cassi construíssem, ao longo dos próximos meses, os termos da consulta ao corpo social, preservando a sustentabilidade da Caixa de Assistência.
A dirigente também defendeu que a recomposição das reservas siga a proporção de 70% de participação do banco e 30% dos associados, conforme previsto na legislação vigente.
Outro ponto apresentado foi a possibilidade de elaboração de um memorando de entendimento, ou documento equivalente, a ser firmado entre as entidades e o banco para registrar os compromissos assumidos durante a negociação e orientar tanto a realização dos aportes quanto a consulta aos associados, sempre observando o princípio da boa-fé negocial.
Banco dará resposta em breve
Ao final da reunião, o negociador do Banco do Brasil informou que a instituição acolhe positivamente a proposta apresentada pelas entidades, mas que ainda necessita de tempo para avaliar seus impactos.
Ele ressaltou que, embora a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os associados esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar representa um desafio para a empresa neste momento.
Por fim, o representante do banco comprometeu-se a apresentar um retorno em curto prazo, diante da urgência da situação enfrentada pela Cassi, e informou que uma nova data será marcada para a apresentação de uma resposta definitiva às reivindicações das entidades.
Fonte: Associados Cassi


