Brasília - Descriminação, desrespeito e descaso sintetizam a postura intransigente da diretoria do BRB e do Governo do Distrito Federal (GDF), que insistem em não apresentar uma nova proposta de reajuste para os funcionários do banco, que estão em greve há 22 dias.
Em desagravo a esta postura, os funcionários do BRB decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado.
“Estamos aqui no Edifício Brasília (sede do BRB) num ato de esclarecimento sobre a postura do banco que não quer seguir o que foi acordado em mesa com a Fenaban. Queremos uma boa negociação e que o banco volte ao seu ritmo normal para poder continuar alavancando negócios”, destacou o secretário de Estudos Socioeconômicos do Sindicato, Cristiano Severo.
'Exigimos respeito'
“Essa diretoria insiste em apresentar uma proposta já rejeitada. Nossa intenção é reabrir as negociações. Mas para que isso ocorra, é necessário o total apoio dos colegas do BRB. Este é um momento muito sério”, descreveu Alfredo Núncio, diretor do Sindicato.
“Democraticamente e de forma pacífica, nossa greve irá crescer. Estamos dispostos a negociar e não entendemos porque a diretoria do banco quer nos tratar de forma diferenciada de toda a categoria”, discursou o secretário de Bancos Públicos da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), André Nepomuceno, em frente à sede do BRB.
Reunião dos delegados sindicais do BRB
Ainda para esta terça, às 17h30, será realizada uma reunião de delegados sindicais do BRB para discutir e deliberar sobre os rumos do movimento grevista. Será na sede do Sindicato (EQS 314/315 – Bloco A).
Indignado, o diretor do Sindicato Daniel de Oliveira disse que o caso do BRB é preocupante, pois na proposta apresentada pelo banco, praticamente metade dos trabalhadores terá 0% de reajuste na data-base. “Ainda estamos longe do reajuste da Fenaban. Esta é a hora de todos se juntarem à luta. Participe desta assembléia e ajude-nos a construir nossa vitória”, completou.
Rosane Alves
Do Seeb Brasília


