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Debate sobre PLR marca início das negociações econômicas entre bancários e BNB

23 de Julho de 2026 às 19:00


A discussão sobre o modelo de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) marcou a rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários, assessorado pela Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB), e a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), realizada nesta quinta-feira, 23/7, na sede administrativa do Passaré, em Fortaleza.

O secretário de Bancos Públicos da Fetec-CUT/CN, Edson Gomes, representou os trabalhadores do BNB nas regiões Norte e Centro-Oeste na mesa de negociação e participou de manifestação dos funcionários em frente à sede do banco, em Fortaleza.

Antes da reunião, funcionários do BNB realizaram manifestação na praça principal do Passaré, com a participação de dirigentes sindicais, representantes do Comando Nacional e trabalhadores do banco. O ato integrou o Dia Nacional de Luta em defesa da PLR e ocorreu em unidades do BNB de todo o Nordeste e em demais bases onde o banco está presente.

A mobilização teve como foco a defesa da manutenção do modelo conquistado na última campanha salarial, que permite a distribuição de até 48% dos dividendos e Juros sobre Capital Próprio (JCP) para a PLR. Para as entidades sindicais, qualquer tentativa de reduzir esse patamar representa retrocesso e ameaça uma conquista histórica do funcionalismo.

Para Carlos Eduardo, presidente da Fetrafi/NE e representante do Comando Nacional dos Bancários, a mobilização mostrou a disposição da categoria em defender seus direitos. “O impasse sobre a PLR continua, mas os atos do Dia Nacional de Luta deram seu recado: com retrocesso não tem acordo. O resultado do semestre vai sair nos próximos dias e nós cobramos do banco o compromisso de atender às nossas pautas”, concluiu.

Fábio Sankley, representante de Campina Grande na CNFBNB, também destacou a força da mobilização. “Os atos do nosso Dia Nacional de Luta fortaleceram a nossa postura em defesa da conquista histórica da PLR”, afirmou.

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Edson Gomes na manifestação em frente à sede do BNB

Impasse sobre a PLR concentra debate

Durante a negociação, os representantes dos funcionários ressaltaram que a PLR deveria ser o ponto central da rodada, diante do impasse apresentado anteriormente pela direção do banco. Na última reunião, o BNB informou que o modelo atual de distribuição ainda não contava com autorização para ser aplicado neste ano.

“O que nós queremos é avançar nas conquistas. Não podemos avançar no debate das demais cláusulas econômicas sem antes resolver esse impasse sobre o modelo de distribuição da PLR. As projeções de resultado para o BNB são positivas e não se justifica esse retrocesso. Quando alguém diz que o BNB deve ser tratado de forma discriminatória, isso certamente vai gerar conflito”, afirmou Carlos Eduardo.

A direção do banco afirmou que a PLR dos últimos dois anos teve caráter histórico porque combinou a excepcionalidade da distribuição de 48% dos dividendos com os resultados expressivos alcançados pelo BNB. Segundo o banco, estão sendo feitos esforços para garantir a manutenção desse modelo, com expectativa de resposta positiva até o fim da campanha salarial.

A diretora de Administração e TI, Ana Teresa Barbosa, solicitou que o debate sobre a PLR seja retomado após a divulgação do balanço semestral do BNB, prevista para ocorrer até o fim da primeira quinzena de agosto. Para ela, os números do semestre podem fortalecer a argumentação junto às instâncias governamentais pela autorização do modelo de distribuição.

Além da manutenção do modelo atual, os funcionários reivindicam o pagamento da PLR no primeiro dia útil após a publicação do balanço, a ampliação do montante de distribuição para 75% dos dividendos, o aumento do teto individual para sete salários e uma PLR Social linear de 7%. “Pelo papel social que o banco desempenha e por seu caráter de banco de desenvolvimento, o funcionário do BNB merece ser valorizado”, destacou Robson Araújo, coordenador da CNFBNB.

PCR volta à mesa de negociação

A Comissão Nacional voltou a questionar o banco sobre a tramitação da proposta de revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR). O BNB informou que há um empecilho legal para aprovação do plano neste ano em razão do período eleitoral, mas se comprometeu a apresentar às entidades sindicais as linhas gerais da proposta na próxima reunião. O banco também afirmou que segue envidando esforços para aprovar a proposta tão logo seja possível retomar o debate com as instâncias federais.

A CNFBNB defendeu ainda que o piso salarial seja equivalente ao salário mínimo calculado pelo Dieese e cobrou que, para fins de promoção, sejam descontados apenas os dias de afastamento que ultrapassarem 180 dias, como ocorre atualmente na Caixa. Segundo Robson Araújo, a regra atual prejudica muitos trabalhadores, pois afastamentos por saúde a partir de 16 dias no ano já podem levar à perda da promoção.

“A expectativa das entidades sindicais é de aprovação da proposta de PCR, construída em comissão paritária, com o objetivo de corrigir as diversas distorções existentes no plano atual”, destacou Carmen Araújo, representante do Ceará na CNFBNB e integrante da comissão paritária do PCR.

A Comissão Nacional informou ainda que o plano de funções também deverá entrar em debate nas próximas rodadas de negociação.

Próxima rodada

A próxima rodada de negociação tem indicativo para o dia 6 de agosto, na sede administrativa do Passaré, em Fortaleza, e dará continuidade ao debate das cláusulas econômicas.

Fonte: Seeb Ceará com informações da Fetec-CUT/CN

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