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NEGOCIAÇÃO COM BRADESCO

COE Bradesco debate PPR, educação e condições de trabalho em reunião com o banco; Fetec faz reivindicações

22 de Março de 2026 às 19:16


A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com a direção do banco na última sexta-feira, 20 de março, para discutir uma série de temas de interesse dos trabalhadores, com destaque para o Programa de Participação nos Resultados (PPR), iniciativas de qualificação profissional e questões relacionadas às condições de trabalho. O representante da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) na COE Bradesco, José dos Santos Brito, apresentou na reunião reivindicações específicas dos bancários do Bradesco das bases da Federação.

Um dos principais pontos da reunião foi o debate sobre o programa de PPR “Supera”. A COE iniciou a discussão sobre a ampliação do programa, com a possibilidade de inclusão de novas áreas — Atacado, Wealth, Tesouraria e Pesquisa Econômica. Também foram tratadas questões relacionadas à renovação do acordo, assinado no ano passado.

Entre as reivindicações do movimento sindical estão o aumento do valor fixo do PRB (Programa de Remuneração Bradesco, criado em 2025 e atrelado ao novo PPR "Supera"), a redução do percentual de ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) exigido para o pagamento do PRB e a inclusão das bancárias em licença-maternidade no recebimento do “Supera”. Além disso, foram levantadas preocupações sobre o cumprimento de metas, o esvaziamento de carteiras e a transparência no acompanhamento do desempenho individual. O banco se comprometeu a analisar os pontos apresentados e dar retorno à comissão.

Outro tema abordado foi a plataforma “Único Skill”, relacionada ao auxílio educação. A COE questionou o banco sobre informações divulgadas na mídia, e o Bradesco esclareceu que se trata de um projeto piloto iniciado em dezembro de 2025, com duração prevista até junho de 2026. A iniciativa oferece bolsas de estudo para cerca de 5 mil trabalhadores, sendo 2 mil da rede e 1,3 mil da área de tecnologia. Caso os resultados sejam positivos, o banco afirmou que poderá discutir a ampliação do programa com a comissão, inclusive com a possibilidade de inclusão em acordo coletivo.

A comissão também manifestou preocupação com a dispensa do controle de ponto eletrônico para um grupo específico de trabalhadores: os ocupantes do cargo de Gerente de Relacionamento Empresas, sob a justificativa de realização de trabalho externo. Para a COE, a medida é insegura e pode abrir margem para irregularidades. Com a implementação de um novo sistema que permite o registro de jornada via notebook, a representação dos trabalhadores solicitou a revisão da decisão. O banco informou que está avaliando o pedido.

Durante a reunião, a COE ainda questionou o Bradesco sobre notícias relacionadas a mudanças no conglomerado de saúde do banco. A instituição esclareceu que as alterações não impactam os funcionários, seus benefícios ou a apólice da Bradesco Saúde, que permanecem inalterados.

Segundo o banco, houve uma reorganização estrutural com a consolidação dos negócios de saúde sob a Odontoprev, que passará a atuar como uma holding, sob o nome BradSaúde. A proposta é simplificar a gestão, aumentar a eficiência e criar um ecossistema integrado, reunindo operadoras de planos, hospitais, laboratórios e plataformas tecnológicas.

Reivindicações da Fetec Centro-Norte

O representante da Fetec-CUT/CN na COE Bradesco, José dos Santos Brito, também apresentou na reunião reivindicações específicas dos bancários das bases da Federação.

“Os funcionários Classic que estão fazendo a transição dos cartões Pessoas Físicas do analógico para o digital querem ser excluídos do cumprimento de metas, uma vez que o número de funcionários na função é muito pequeno e o GNS, além do trabalho do burocrático, têm também de atender a fila de clientes que está em transição”, afirma Brito. “Além disso, com o fechamento de várias agências, há uma concentração nas unidades que continuam abertas, que também acumulam atendimento de aposentados.

“Com isso, as metas do Classic estão tendo impacto direto nessas agências. Esses funcionários querem que as metas devem ser somente para as Pessoas Jurídicas e Prime, e compatíveis com o porte da agência e a situação econômica do município onde está localizada. E ainda reivindicam que o crédito rural também não pode fazer parte da meta, porque os clientes com potencial nesse segmento foram para o principal”, acrescenta Brito.

Para a coordenadora da COE Bradesco, Erica de Oliveira, o encontro foi importante para reforçar as pautas prioritárias da categoria. “Seguimos cobrando avanços concretos do banco, especialmente em temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores, como remuneração, condições de trabalho e acesso à qualificação. Vimos com muito espanto a questão da Único Skill, pois o pagamento do auxílio educação é uma das nossas bandeiras de luta mais antigas, da qual nunca abrimos mão. E queremos participar de todas as etapas desse processo”, destacou.

Fonte: Contraf-CUT, com informações da Fetec-CUT/CN

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