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SEEB BRASÍLIA

Bancários mobilizados participam da Marcha da Classe Trabalhadora

16 de Abril de 2026 às 07:31


O Sindicato participou, com grande representação da base, da marcha organizada pelas centrais sindicais na manhã de hoje, em Brasília, reforçando a reivindicação pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio, o enfrentamento à pejotização, o fortalecimento das negociações coletivas e a regulamentação do trabalho por aplicativos. A manifestação reuniu aproximadamente 10 mil pessoas.

Delegações de diversos estados brasileiros se fizeram presentes, demonstrando a disposição de luta da classe trabalhadora na defesa de direitos e contra as perdas ocorridas nos seis anos dos governos golpista e fascista, entre 2016 e 2021, que impuseram as reformas trabalhista e da Previdência.

O ato teve início com a Conclat – Conferência Nacional da Classe Trabalhadora –, com lideranças das entidades nacionais se manifestando. Destacou-se a participação das lideranças femininas, que reafirmaram a denúncia contra o feminicídio, o qual cresceu com a propaganda das big techs, que atacam as mulheres e incentivam a violência existente.

A CUT organizou delegações de diversas categorias, que se estruturaram por sindicatos, com tendas identificando a categoria e o estado, as quais participaram da marcha formando alas.

Para Ricardo Machado, diretor do Sindicato, a manifestação teve grande expressividade e importância na demonstração de solidariedade da classe trabalhadora na luta por suas conquistas, especialmente diante das medidas adotadas por Temer e pelo governo anterior. Disse que “a mobilização é o caminho para garantir os direitos”.

O momento é de grande importância, com a aproximação das eleições, para derrotar as forças inimigas dos direitos dos trabalhadores. Segundo Ivan Amarante, “a classe trabalhadora está mostrando a sua força, pois os direitos dos trabalhadores não podem ser prejudicados”.

Uma conquista importante foi lembrada pelo deputado federal do RS, Bohn Gass, ao afirmar que, no “ano passado, defendíamos a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil reais; conquistamos. Agora queremos o fim da jornada de 6x1”. Para o deputado mineiro Reginaldo Lopes, a jornada 6x1 é “a escravidão moderna”.

As lideranças destacaram a importância do fortalecimento das entidades sindicais. Segundo a presidente da Contag, Vânia Matos, “fortalecer os nossos sindicatos e centrais é fortalecer a nossa luta”.

Criação da Frente pela reestatização da BR Distribuidora

Durante a Conclat, o deputado catarinense Pedro Uczai informou que a bancada parlamentar no Congresso está em luta para garantir as conquistas da classe trabalhadora. Comunicou que hoje será lançada a Frente Nacional pela reestatização da BR Distribuidora. “É fundamental e estratégica a criação da frente nacional pela reestatização da BR Distribuidora. Quando a Petrobras aumenta 0,13 centavos o litro de diesel, a distribuidora aumenta 1 real. Isso é um crime, mas o crime maior foi de quem privatizou a BR Distribuidora”.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, deu detalhes sobre o Projeto de Lei encaminhado pelo presidente Lula sobre a redução da jornada de trabalho. “Vamos garantir a aprovação da jornada de 40 horas, a aprovação do regime 5x2, sem redução de salário”, afirmou o ministro. O PL foi publicado hoje, devendo ser votado em até 90 dias, ou seja, até 15 de julho. “Os deputados terão que mostrar se estão a favor ou contra a classe trabalhadora”, disse Boulos.

Bancários lutam pela tabela de 4x3

O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, lembrou que “temos que demonstrar ao poder público, seja ao Legislativo ou ao Executivo, que a classe trabalhadora apoia a pauta do fim da jornada de 6x1, sem redução de salário”. Ressaltou ainda que é preciso que o Executivo e o Legislativo “entendam que nenhum empresário terá prejuízo; pelo contrário, terá trabalhadores mais satisfeitos, com mais condições de produzir ou prestar serviços, tendo mais tempo para descansar”.

A pauta da categoria bancária é a jornada de 4x3. “Estamos nas negociações da categoria e também defendemos a luta de todos os trabalhadores por um trabalho digno. Isso fortalece a luta da categoria”, destacou Araújo.

Reunião das centrais sindicais com o presidente Lula

Na parte da tarde, as lideranças das centrais sindicais se reunirão com o presidente Lula, quando entregarão a pauta de reivindicações aprovada na Conclat e nas reuniões de base.

Pedro César Batista
Colaboração para o Sindicato

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