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SEEB PARÁ

Bancários da Caixa realizam ato no Pará pelo fim do teto do Saúde Caixa

10 de Junho de 2026 às 10:56


Empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal realizaram nesta terça-feira (9), em Belém, Santarém e Marabá, o Dia Nacional de Luta “Saúde Caixa Sem Teto”. A mobilização ocorreu em todo o país e cobrou o fim do teto de custeio do plano, além de melhores condições de trabalho nas unidades do banco.

A ação foi convocada pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), que assessora a Contraf-CUT e o Comando Nacional dos Bancários nas negociações com o banco. O principal objetivo é ampliar o debate sobre o futuro do Saúde Caixa e pressionar a direção da empresa pela derrubada do teto de 6,5% da folha salarial para o custeio do plano de saúde dos empregados.

“Esse limite imposto pelo estatuto da Caixa ameaça a sustentabilidade do Saúde Caixa e transfere uma conta cada vez maior para trabalhadores, aposentados e dependentes”, destacou Everton Cunha, diretor administrativo do Sindicato dos Bancários do Pará. 

Segundo o Sindicato, na prática, isso pode significar aumento das mensalidades, dificuldade para manter a qualidade da assistência, problemas no credenciamento médico e hospitalar, além de ameaçar o direito dos aposentados e dos empregados admitidos a partir de 2018.

O Saúde Caixa é uma conquista histórica da categoria e um direito garantido em acordo coletivo, que deve ser preservado com base nos princípios de solidariedade, pacto intergeracional e mutualismo. No entanto, o teto colocado no estatuto da Caixa congela a participação da empresa no custeio e transfere aos trabalhadores tudo o que ultrapassa esse limite.

“Como instituição responsável pela execução de importantes políticas públicas no país, a Caixa não pode ser reduzida à lógica de um banco comercial privado. Sua trajetória exige respeito aos empregados, valorização da categoria e compromisso com condições de trabalho decente”, reforçou Tatiana Oliveira, presidenta do Sindicato dos Bancários do Pará.

Para o movimento sindical, a empresa precisa assumir sua responsabilidade, derrubar o teto, retomar a proporção de custeio 70/30 e garantir um plano acessível para todos, inclusive aos empregados pós-2018 na aposentadoria. A assistência à saúde não pode ser usada como fator de insegurança para os trabalhadores, especialmente em um banco público com a história e a função social da Caixa Econômica Federal.

“A saúde mental é um dos principais pontos da campanha nacional deste ano. A pressão pelo cumprimento de metas tem adoecido trabalhadoras e trabalhadores da Caixa, que precisam contar com uma assistência à saúde capaz de atendê-los de forma adequada. O teto de custeio do Saúde Caixa limita o acesso ao cuidado, especialmente em regiões onde já existem dificuldades de credenciamento médico. A Caixa, que registra lucros bilionários, tem condições de derrubar esse teto e garantir mais respeito à vida e à saúde de seus empregados e empregadas”, destacou Cristiane Aleixo, secretária-geral do Sindicato dos Bancários do Pará.

Além da defesa do plano de saúde, a mobilização também denunciou problemas que afetam diretamente a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, como falta de pessoal, fechamento de unidades, metas abusivas, problemas de infraestrutura e critérios considerados injustos no programa de remuneração variável da Caixa, o Super Caixa.

“Hoje é mais um dia de mobilização em defesa do Saúde Caixa e de denúncia da insatisfação dos empregados com a situação do plano. As mudanças e reestruturações têm jogado a conta no bolso dos trabalhadores e provocado a queda na qualidade do atendimento. O teto de custeio é hoje a principal barreira para melhorar o plano, ampliar o credenciamento de hospitais, médicos e serviços, inclusive no atendimento de urgência e internação pediátrica. A Caixa precisa assumir seu compromisso com um plano de saúde digno para seus empregados e empregadas”, destacou Rafael Mesquita, representante dos usuários do Saúde Caixa.

Durante o ato, foi reforçada a importância da organização coletiva e da mobilização permanente contra as condições de trabalho inadequadas, as metas abusivas e a perda de direitos.

Fonte: Contraf-CUT e Bancários PA

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