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1 de Novembro de 2019 às 17:10

Trabalhadores conquistam avanços no GT de Saúde do Itaú


Crédito: Divulgação

Cuiabá MT - Os trabalhadores do Itaú saíram otimista da reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Saúde, realizada na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, nesta quarta-feira (30).

A direção do banco se comprometeu a ter como prioridade as reivindicações apresentadas pelo movimento sindical, desde 2016. “Quando nós convencionamos as cláusulas de antecipação salarial e a do salário emergencial é justamente para que esse trabalhador consiga pagar seus compromissos num momento de dificuldade de saúde. Não faz o menor sentido gerar uma dificuldade financeira para ele, depois de um período tão difícil”, explicou Carlos Damarindo, coordenador do GT de Saúde do Itaú.

Quanto ao endividamento do trabalhador afastado depois do retorno, o banco se comprometeu a analisar uma fórmula que não permita que o holerite fique zerado até quitar a dívida, como acontece atualmente.

Outro ponto importante é a o descritivo dos descontos nos holerites, que confunde muito o trabalhador. O Itaú buscará, via sistema, uma solução. O banco reconheceu ainda que há problemas no processo desde o primeiro dia de afastamento, para entrega de documentos, até o fechamento da folha de pagamentos e isso contribui para que os valores sejam confusos. Para a próxima reunião, marcada para a segunda semana de dezembro, o banco ficou de fazer uma apresentação do novo programa de readaptação do trabalhador.

Para o secretário de formação político-sindical, socioeconômica e de pesquisa do SEEB/MT, Natércio Brito, é importante manter o dialogo no GT de Saúde, pois são muitos os problemas do programa de readaptação profissional do banco. "Problemas que vão desde a falta de emissão de CAT pela empresa e a discriminação em relação aos trabalhadores que retornaram de licença médica", afirma observando que,  em muitos casos, até sofrem assédio moral.

"Os empregados licenciados afastados que retornam ao local de trabalho não podem entrar em processo de avaliação da empresa, pois voltam com restrições. Muitas vezes são colocados em funções rebaixadas, ou que prejudiquem a sua saúde e, até mesmo, são transferidos de agência", explica. 

Com informações da CONTRAF-CUT


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