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15 de Janeiro de 2021 às 21:16

Vestindo preto, bancários do BB dizem não à desestruturação em mais um protesto


A semana terminou agitada para bancárias e bancários do Banco do Brasil. Nesta sexta-feira (15), os trabalhadores do DF se juntaram ao movimento nacional para fazer coro contra o processo de reestruturação anunciado pela direção do banco na segunda. Além do tuitaço pela manhã, a mobilização também se deu em frente ao edifício Sede 7, na Asa Norte. O ato foi convocado pelo Sindicato e demais entidades que representam os trabalhadores.

“Encaminhamos ofícios ao presidente e ao diretor de pessoas do BB cobrando informações e uma reunião. Temos o direito de ter acesso aos dados deste processo e acreditamos que, de posse deles e com a mobilização de todos, conseguiremos reverter o máximo possível dos efeitos nefastos desta reestruturação”, frisa o secretário de Imprensa do Sindicato, Rafael Zanon. O dirigente lembrou que a entidade está percorrendo os locais de trabalho para ouvir os trabalhadores e orientá-los sobre a reestruturação.

Para Rejane Ferreira, diretora da Federação dos Bancários do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), “temos que lembrar que o Banco do Brasil pertence ao povo brasileiro. Ele é meu, é seu, é nosso. Não podemos admitir que toda a história deste banco, com mais de 200 anos de existência, seja entregue ao capital estrangeiro. Sem falar que, com a privatização do nosso banco, pessoas de baixa renda serão excluídas do processo de bancarização”.

De acordo com o presidente do Sindicato, Kleytton Morais, a luta para garantir os direitos da classe trabalhadora nunca foi missão fácil, mas com resiliência, resistência e ação, grandes transformações foram feitas. “A luta, que faz parte do DNA do bancário e da bancária, tem feito com que muitos trabalhadores voluntariamente retardem a abertura de agências aqui do DF e no país afora, prova de que a categoria entende que a mobilização é fundamental para reverter absurdos”, declarou o presidente.

Kleytton pontuou ainda que “a postura altiva dos bancários marca a batalha dos nossos direitos e, ao mesmo tempo, a defesa da sociedade na medida em que a gente fortalece o Banco do Brasil e sua presença nas cidades”.

Wadson Boaventura, secretário de Saúde da Fetec Centro Norte e bancário do BB, comentou que medidas semelhantes já foram adotadas pelo banco em outros momentos e que foi a organização e a mobilização que garantiram o emprego, a remuneração e o respeito do funcionalismo. “Novamente vivemos em um governo que não dá valor à coisa pública. Estamos vendo este governo sucatear as empresas públicas tal qual fizeram nos anos 90, e os colegas precisam lembrar que este não é o momento de tomar decisões precipitadas. Procurem o Sindicato”, orientou Wadson.

Além do protesto desta sexta, o Sindicato promoveu outros atos ao longo da semana para denunciar à população os riscos à manutenção do BB enquanto banco público e a serviço do povo brasileiro. Só na quinta-feira (14) foram realizados dois atos, um em frente à agência do Cruzeiro, que está entre os postos de trabalho impactados pela reestruturação, outro em frente ao Palácio do Planalto e, virtualmente, a entidade promoveu uma plenária digital com o funcionalismo.

Joanna Alves
Do Seeb Brasília


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