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15 de Janeiro de 2021 às 17:00

Plenária digital organiza a resistência contra a desestruturação do BB


O Sindicato realizou na noite desta quinta-feira (14) uma plenária digital com bancários e bancárias do Banco do Brasil para definir estratégias de atuação para o combate à destruição do BB e ao desrespeito aos funcionários com o plano de “reestruturação” anunciado pela direção do banco no dia 11 de janeiro. Foram três horas de discussões, de 19h às 22h, com participação e contribuições efetivas dos trabalhadores e trabalhadoras.

A plenária foi conduzida pelo presidente do Sindicato, Kleytton Morais, com a colaboração da secretária de Assuntos Jurídicos, Marianna Coelho, que é também representante da Fetec Centro Norte na Comissão de Empresa. Contribuíram com os debates os assessores jurídicos Paulo Roberto e Laís Lima.

O presidente do Sindicato denunciou a falta de transparência da direção do banco, que vem sonegando informações sobre o plano de reestruturação, tendo, inclusive, alijado a conselheira representante dos funcionários no Conselho de Administração, Débora Fonseca, dos debates internos. “Estamos sofrendo, portanto, um ataque sorrateiro, às escondidas, sem que nem mesmo a nossa Caref tenha pleno conhecimento do que está sendo implementado. É transparência zero. A nossa alternativa tem sido realizar levantamento de dados e informações indo ao encontro da categoria, percorrendo agências, unidades e direção geral para sabermos o impacto dessa reestruturação em termos de fechamento de unidades, rebaixamento de postos, descomissionamentos, descenso e outros aspectos ”, explicou Kleytton.

Ele abordou também o intenso trabalho de levar informações e debater com deputados e senadores, sobretudo a partir de articulações com alguns parlamentares em posições estratégicas, caso do deputado José Carlos Nunes (PT-MA), que coordena a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, do deputado Patrus Ananias (PT-MG), que coordena a Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, e da deputada Erika Kokay (PT), bancária da Caixa e ex-presidenta do Sindicato. “Estamos traçando também uma estratégia de diálogo com os candidatos a presidentes das duas Casas Legislativas (Câmara e Senado) para os próximos dois anos”, informou o dirigente.

Marianna Coelho destacou também a falta de transparência da direção do banco e a importância do contato permanente com os bancários e bancárias em seus locais de trabalho, tanto para a obtenção de informações que estão sendo sonegadas pelo banco como para o processo de mobilização.

“Além de entrarmos imediatamente em campo para melhor entender a reestruturação e denunciá-la no Congresso e junto à sociedade, discutimos também na Comissão de Empresa a nossa estratégia de organização e de luta. Nesta sexta-feira temos um dia nacional de luta, com orientação aos funcionários para que usem roupas pretas e com tuitaço. Esta plenária é também parte desse processo coletivo”, destacou a secretária de Assuntos Jurídicos e integrante da Comissão de Empresa.

Encaminhamentos

A plenária virtual estabeleceu como iniciativas importantes para a mobilização dos bancários na luta contra a destruição do Banco do Brasil como instituição pública e em defesa dos funcionários:

  • Atuar junto com os sindicatos de outras categoria que trabalham no BB;
  • Dialogar com a centrais sindicais buscando reunir todas elas para traçar estratégia comum de atuação em defesa dos bancos públicos;
  • Articulação com os parlamentares do Distrito Federal na Câmara Federal e no Senado;
  • Articulação com os deputados distritais;
  • Reproduzir junto às comunidades a iniciativa do sindicato que levou à criação do Comitê em Defesa do Banco do Brasil e pela manutenção da Agência Cruzeiro;
  • Elaborar material que explique à sociedade as consequências da destruição do Banco do Brasil;
  • Produzir conteúdos para rádios comunitárias e carros de som em regiões administrativas;
  • Realizar e participar de carreatas.

Evando Peixoto
Colaboração para o Seeb Brasília


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