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28 de Janeiro de 2021 às 08:54

Funcionários do BB fazem paralisação de 24 horas em todo o país nesta sexta 29 e tuitaço às 11h

Mobilização visa impedir a reestruturação e o desmonte do BB planejada pelo governo Bolsonaro. Funcionalismo nas bases da Fetec-CUT/CN aprovaram paralisação


(Últma atualização: 7h02 de 29/2)

Os funcionários do Banco do Brasil fazem paralisação de 24 horas em todo o país nesta sexta-feira 29, para protestar contra a reestruturação e o desmonte do BB, para atender antiga exigência do sistema financeiro privado. Os trabalhadores do BB nas bases sindicais da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT) aprovaram participar da paralisação em assembleias realizadas na segunda-feira 25. Às 11h haverá tuitaço com a hashtag #MeuBBvalemais. 

Veja como foram as assembleias nas regiões Centro-Oeste e Norte:

Bancários de Brasília aprovam paralisação de 24 horas na sexta 29 contra reestruturação do BB 

Funcionalismo do BB no Pará aprova paralisação de 24 horas nesta sexta 

Mais de 95% dos funcionários do BB no Mato Grosso aprovam paralisação dia 29 

Bancários de Campo Grande aprovam paralisação no Banco do Brasil no dia 29 

Bancários do BB em Rondônia vão parar no dia 29 em protesto contra a reestruturação 

Bancários do BB de Dourados aprovam greve de 24 horas na sexta-feira

> Bancários do Banco do Brasil decretam paralisação no Acre

A reestruturação prevê mais de 5 mil demissões, corte salarial em todos os níveis, fechamento de 400 agências e transformação de outras 300 em pequenos postos de atendimento, ocasionando perda de funções. Grande parte dos R$ 350 milhões de ‘economia’ que o governo pretende gerar com a medida vem do corte da massa salarial.

“Na verdade, não haverá economia, mas perda de recursos com a redução do tamanho do banco público, visando a privatização, o que representa um prejuízo para toda a sociedade brasileira. Mas o funcionalismo do BB não aceita esse desmonte e está se mobilizando em todo o país e buscando apoio da população para reverter mais esse ataque”, afirma Cleiton dos Santos, presidente da Fetec-CUT/CN e funcionário do BB.   

Mobilização crescente

“Os sindicatos têm passado nas agências, levando faixas e conversando com os bancários, para que a gente faça uma grande mobilização no dia de amanhã, contra essa reestruturação. Só assim iremos forçar o banco a negociar” disse o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

O plano que prevê milhares de demissões e fechamento de centenas de agências e outras unidades do BB não foi discutido com os funcionários e seus representantes. A reação à reestruturação vem crescendo desde o seu anúncio, no dia 11 deste mês. Na semana passada, dia 21, houve um Dia Nacional de Luta contra a Reestruturação, que mobilizou funcionários em todo o Brasil. Foram realizadas reuniões nas agências e escritórios, distribuição de uma carta aberta à população, colagem de cartazes e um tuitaço com a hashtag #MeuBBvalemais, que figurou entre os 10 assuntos mais comentados no Twitter.

Para João Fukunaga, a paralisação desta sexta acontece em um momento grave do país, que vive o impacto da segunda onda da pandemia. “É uma luta de dentro do BB para fora, para a população. É uma luta para preservação da vida das pessoas, de quem é grupo de risco. Estamos convocando o pessoal que está em home office a não bater o ponto, para fazermos uma grande mobilização. Essa é uma greve de dentro para fora, por conta, inclusive, da pandemia, da grande parte dos funcionários estarem em home office”, explicou o coordenador da CEBB.

Lucros

Outro ponto destacado por Fukunaga é que, para a direção do BB, a demissão de milhares de funcionários e o desmonte do banco é feito para ampliar os lucros aos acionistas. Na segunda-feira (25), a direção do banco anunciou sua distribuição de dividendos em 2021, em documento enviado ao mercado. De acordo com o documento, o percentual do lucro pago aos acionistas (payout) será de 40%. Sobre o resultado de 2020, o BB aprovou um payout de 35,29%.

“Para a direção do banco, o que vale nessa reestruturação, com a desestruturação de famílias, retirada de comissão, forçando as pessoas a saírem no PDV é o pagamento dos acionistas. é para isso que está sendo feita essa reestruturação. com isso, a gente vê o quanto o funcionário vale para o banco”, completou.

 

Fonte: Fetec-CUT/CN, com Contraf-CUT


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